Quantas e quantas vezes não é a crise existencial o doloroso empurrão em direcção ao pensamento crítico e ao questionamento de tudo o que parece? Quantos de entre os leitores não colocaram questões como “Qual é o meu propósito? Qual é o propósito da humanidade?”
Alguns encontraram conforto em crenças sobrenaturais. Outros debateram-se, de formas diversas, alcançando conclusões diferentes, mas que fornecem uma explicação satisfatória e guiam a acção do leitor.
Mas é caminhar sobre gelo fino. O paradoxo de acreditar que a vida é importante, contra a visão da aparente falta de propósito universal que é inerente à condição humana. A resolução do conflito poderá levar ao paradigma anterior. Noutras pessoas, fornece uma janela para o pensamento crítico. Mas noutros casos, mais trágicos, levará à apatia ou ao suicídio.
É sempre uma questão de saber utilizar, proveitosamente, os nossos dínamos emocionais. Mas nem sempre sabemos como utilizar essa energia, resultando, frequentemente, num desperdício lamentável.
