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Armas Nucleares

4 Janeiro, 2007

 

 

A bomba atómica fascina-me. É representativa da habilidade e compreensão da natureza que o ser humano adquiriu, fruto de séculos de pequenas vitórias sobre os paradigmas das sociedades cuja inércia alimenta a manutenção do status quo. Quando as correntes espirituais deixaram de restringir a mente, e esta foi livre de voar, subitamente todas as vitórias se transformam em monstruosas revelações. O brilho ofuscante que guiou o homem até ao seu presente estado de desenvolvimento deu origem a um monstro capaz de sugar e absorver cada raio luminoso, libertando-a furiosamente nas manifestações titânicas da habilidade conjugada com a malícia dos homens. Por breves momentos, o Sol faz a sua aparição na Terra, dizimando os que se encontram no seu berço, e deixando as suas marcas nos poucos sobreviventes, que um dia irão desejar ter sucumbido à devastação inicial.

 

Na verdade, é o fenómeno contido na bomba que me fascina, e não a bomba em si. A reacção que ocorre durante a fusão nuclear é a mesma que permite a vida tal como a conhecemos. O Sol brilha através da fusão nuclear. Mas quando o poder que sustém a vida cai na mão do Homem, transforma-se na morte em potencial. E é essa morte que enfrentamos e que pende sobre nós, que se encontra na mão de políticos sem escrúpulos, e que poderá ser libertado a qualquer segundo, derivado do desentendimento entre duas diplomacias. E é isso que me causa repulsa. A manipulação da natureza na sua forma mais pura para distribuir a morte. A bomba atómica, ou a reacção potenciada pelo dispositivo, não é a arma mais potente da humanidade. A malícia humana é, e sempre o foi. Antes da bomba atómica, a Primeira Guerra Mundial mostrou quão vis as manifestações da natureza humana se podem tornar.

 

 

O Whys and Wherefores irá elaborar, brevemente, um dossier sobre a problemática nuclear. O objectivo: disponibilizar uma fonte de informação concisa ao público.

10 comentários

  1. Agradecido pela visita ao meu espaço.
    Acho magnifico poder confrontar posições neste “espaço virtual”.
    Voltarei mais vezes!


  2. Sem dúvida, é uma das grandes vantagens da Internet :) Obrigado pela visita!


  3. “Antes da bomba atómica, a Primeira Guerra Mundial mostrou quão vis as manifestações da natureza humana se podem tornar” – Com toda a razão, embora o tema não possa ser motivo de uma explanação tão introdutória como a desta posta. Fica-se, por isso, à espera do dossiê. Um abraço


  4. Exacto. Esta posta serve mais como um curto devaneio sobre a bomba atómica e a forma como qualquer ferramenta pode servir para perpetuar a violência e a injustiça de X sobre Y. O dossier abordará o tema de forma mais precisa, de modo a integrar todas as problemáticas subjacentes.

    Surgiu-me agora a ideia de abrir um dossier sobre a História do Conflito Humano. Um tema interessante, a que o dossier sobre Armas Nucleares servirá como complemento.

    Abraço!


  5. Bem, sinceramente… Sim! A fusão nuclear é “a natureza na sua forma mais pura” e de certa (e óbvia) forma a fonte de toda a vida e completamente devastadora como todos nós sabemos, mas a culpa não é da fusão nuclear em si (que nem é um ser para ser culpabilizado), a culpa é do minúsculo e insignificante ser humano mais o seu egoísmo e materialismo, pela sua dita “luta pela sobrevivência”. Tenho dito.

    PS: Sim, não faz sentido… Mas tu já sabes que eu sou assim e não tenho ponta de jeito para escrever…
    *BOOOM!!* ._.

    PS2: Eu só comentei porque sim… ter um post dedicado a mim é bastante agradável

    PS3: E claro, muito interessante!! Gostei mesmo!

    PS4: PROPOSTA – Armas biológicas ; ;

    PS5: é o último X) ahah! Love You **


  6. PS6: Love you too, pá! *


  7. Sim isto é spam.. mas eu não tinha visto o filme!!!
    Double post eu sei mas tenho mesmo que dizer isto por mais ridículo que seja…

    *FLASH!!!* *BOOOOM!* *COGUMELO!!*

    Imagens lindas, devastadoras mas lindas somehow.


  8. Tu eras pessoa para fazer um ice-breaker atómico em casa. *BOOM* lá ia o topo da Serra de Sintra para…o ar? Mas tu não podes destruir Património Mundial. Ética! Vá estudar, Sra. Enfermeira, que o Kant espera por si para uma animada conversa sobre deontologia.

    (Será que é possível ter uma conversa animada com alguém pelo qual os habitantes de uma cidade acertam os seus relógios?)


  9. Bem depois de me teres explicado a coisa dos relógios concluo que deve ser uma conversa bastante aborrecida.. já viste o que é falares com uma pessoa complexada com o tempo? Não não.. obrigada mas prefiro falar com paredes que ao menos essas não têm grande coisa para fazer e posso dizer-lhes os disparates que quiser e fazer ice-breakers atómicos e não atómicos… e assustá-las com um daqueles meus “HAH!” porque elas não têm coração e portanto não sofrem de taquicardia e portanto não morrem. Pensando bem nisto, as paredes vão dominar o mundo, they’re ploting!! São as paredes e os anormais.
    Well enough randomness X) ahahah.

    PS7: BOOM!


  10. Só tu poderias tornar algo sério em randomness. How typical of you!

    (actually, tenho de imaginar os teus cabelos ruivos a debruçarem-se sobre o teclado e um sorriso tonto na face. cute ^^)

    :)*



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