Archive for the ‘Crítica’ Category

h1

Recuperar a educação e o prazer de aprender e ensinar: Uma visão.

12 Fevereiro, 2007

It was a lovely Greek spring day, when Pythagoras entered his university. He walked through the collonade built around a large free space with olive trees, orange trees and a little font in the centre. Young and old male and female students were already there, organized in little groups or sitting alone and meditating. Their whispering together with the tweeting of the birds around created a symphonic atmosphere. Aromas of rosemary, laurel and jasmine pleased the senses while Pythagoras presented his newest philosophical, religious and scientific thoughts to his audience. He used the surrounding nature as his source of inspiration as well as for demonstration. Everywhere around beauty and harmony, mysteries and miracles could be found.

Learning was not only a privilege, it was lived divine service.

What a comparison to nowadays – roughly two and a half millennia later learning seems dry, theoretical and subordinated to politics and economy. We have made great, enormous quantitative success in our sciences, but on the way we have lost quality. We lack the sense that science, learning, development is an integral part of our life and for that should serve us and our humaneness. Science was too long done for science’s sake, wanting to eliminate its main reference point – the human being – by “objectification”. On that way, a lot of people have lost interest and faith in science, using it but not really bothering about how it works.

http://en.wikiversity.org/wiki/Wikiversity:Vision

h1

Liberdade de Expressão?

26 Janeiro, 2007

O semanário marroquino Nichane publicou, no passado dia 9 de Dezembro, um dossier que visava analisar, de uma perspectiva jornalística, algumas piadas populares entre os marroquinos (noukat) que possuem como tema a religião, a sexualidade, e a política.

Assim que a edição viu a luz do dia, iniciou-se uma campanha violenta contra a publicação. No dia 20 de Dezembro, é instaurada uma queixa contra o director do Jornal e contra a autora do dossier, com base na acusação de “ofensa aos valores sagrados”. Mais tarde, nesse dia, o semanário é proíbido (ilegalmente) por decreto do primeiro ministro marroquino.

 

(Via e adaptado de Diário Ateísta)

 

O direito a criticar assiste a qualquer ser humano, livre e consciente. Em Marrocos, é proíbido criticar o Rei e o Islão, assim como a ocupação do Sahara Ocidental por parte deste Estado. Um país no qual o pensamento é amordaçado, e sujeito ás correntes da religião e do Estado, é um país onde é negado um direito que assiste a todos os seres humanos: o direito à liberdade de expressão, de criticar as instituições e, dessa forma, potenciar mudança social.

Vale a pena sublinar que este não é um problema enfrentado unicamente pelo Nichane. Várias publicações marroquinas, que ousam criticar as instituições sociais incorrem na acusação de “ofensa aos valores sagrados”.

É da minha opinião que a liberdade de expressão é, igualmente, um valor fundamental, que não deve ser violado por instituição alguma.

É possível assinar uma petição electrónica, demonstrando solidariedade pela causa do Nichane, ou enviar uma carta ao Embaixador de Marrocos em Portugal (formato .doc, podendo ser imprimida e enviada por correio normal, ou por e-mail).

 

(Publicado simultaneamente em “Hempel’s Ravens“)

h1

5 Minutos para a Meia-Noite

20 Janeiro, 2007

 

Faltam cinco minutos para a meia-noite. 

 

Entrada na Wikipedia sobre o  Doomsday Clock

 

E os ponteiros voltam a aproximar-se da temida meia-noite…

h1

Armas Nucleares

4 Janeiro, 2007

 

 

A bomba atómica fascina-me. É representativa da habilidade e compreensão da natureza que o ser humano adquiriu, fruto de séculos de pequenas vitórias sobre os paradigmas das sociedades cuja inércia alimenta a manutenção do status quo. Quando as correntes espirituais deixaram de restringir a mente, e esta foi livre de voar, subitamente todas as vitórias se transformam em monstruosas revelações. O brilho ofuscante que guiou o homem até ao seu presente estado de desenvolvimento deu origem a um monstro capaz de sugar e absorver cada raio luminoso, libertando-a furiosamente nas manifestações titânicas da habilidade conjugada com a malícia dos homens. Por breves momentos, o Sol faz a sua aparição na Terra, dizimando os que se encontram no seu berço, e deixando as suas marcas nos poucos sobreviventes, que um dia irão desejar ter sucumbido à devastação inicial.

 

Na verdade, é o fenómeno contido na bomba que me fascina, e não a bomba em si. A reacção que ocorre durante a fusão nuclear é a mesma que permite a vida tal como a conhecemos. O Sol brilha através da fusão nuclear. Mas quando o poder que sustém a vida cai na mão do Homem, transforma-se na morte em potencial. E é essa morte que enfrentamos e que pende sobre nós, que se encontra na mão de políticos sem escrúpulos, e que poderá ser libertado a qualquer segundo, derivado do desentendimento entre duas diplomacias. E é isso que me causa repulsa. A manipulação da natureza na sua forma mais pura para distribuir a morte. A bomba atómica, ou a reacção potenciada pelo dispositivo, não é a arma mais potente da humanidade. A malícia humana é, e sempre o foi. Antes da bomba atómica, a Primeira Guerra Mundial mostrou quão vis as manifestações da natureza humana se podem tornar.

 

 

O Whys and Wherefores irá elaborar, brevemente, um dossier sobre a problemática nuclear. O objectivo: disponibilizar uma fonte de informação concisa ao público.