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Diálogos com Sophia

27 Janeiro, 2007

Sophia é uma rapariga, na plenitude dos seus 19 anos, com quem mantenho correspondência filosófica. É de facto uma pessoa interessante, que medita activamente sobre as questões pertinentes que certamente já tomaram, em algum ponto do tempo, a alma do leitor de assalto. Entre as questões debatidas, podemos encontrar:

Qual é o sentido da vida?

Somos realmente livres?

O que podemos saber?

O que é a Verdade?

O que é a beleza? E a arte?

O que é real?

(…)

Estas e muitas outras questões, que preenchem animadamente as linhas de cada carta ou diálogo. O produto desses diálogos será apresentado no Whys and Wherefores, na secção «Diálogos com Sophia». Pretende-se abordar, de forma introdutória e despretensiosa, as grandes questões que pautam o pensamento filosófico.

Os leitores poderão ainda deixar questões de índole filosófica, ás quais tentaremos responder, de forma breve e concisa. O endereço de e-mail é o que se segue (em formato gráfico para evitar o spam):

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Liberdade de Expressão?

26 Janeiro, 2007

O semanário marroquino Nichane publicou, no passado dia 9 de Dezembro, um dossier que visava analisar, de uma perspectiva jornalística, algumas piadas populares entre os marroquinos (noukat) que possuem como tema a religião, a sexualidade, e a política.

Assim que a edição viu a luz do dia, iniciou-se uma campanha violenta contra a publicação. No dia 20 de Dezembro, é instaurada uma queixa contra o director do Jornal e contra a autora do dossier, com base na acusação de “ofensa aos valores sagrados”. Mais tarde, nesse dia, o semanário é proíbido (ilegalmente) por decreto do primeiro ministro marroquino.

 

(Via e adaptado de Diário Ateísta)

 

O direito a criticar assiste a qualquer ser humano, livre e consciente. Em Marrocos, é proíbido criticar o Rei e o Islão, assim como a ocupação do Sahara Ocidental por parte deste Estado. Um país no qual o pensamento é amordaçado, e sujeito ás correntes da religião e do Estado, é um país onde é negado um direito que assiste a todos os seres humanos: o direito à liberdade de expressão, de criticar as instituições e, dessa forma, potenciar mudança social.

Vale a pena sublinar que este não é um problema enfrentado unicamente pelo Nichane. Várias publicações marroquinas, que ousam criticar as instituições sociais incorrem na acusação de “ofensa aos valores sagrados”.

É da minha opinião que a liberdade de expressão é, igualmente, um valor fundamental, que não deve ser violado por instituição alguma.

É possível assinar uma petição electrónica, demonstrando solidariedade pela causa do Nichane, ou enviar uma carta ao Embaixador de Marrocos em Portugal (formato .doc, podendo ser imprimida e enviada por correio normal, ou por e-mail).

 

(Publicado simultaneamente em “Hempel’s Ravens“)

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A.H. de Oliveira Marques

26 Janeiro, 2007

Faleceu no dia 23 de Janeiro de 2007 A. H. (António Henrique Rodrigo) de Oliveira Marques, um dos grandes historiadores portugueses.
Este senhor, através da sua vasta obra, exerceu considerável influência no gosto que tomei pela História, desde os primeiros dias. Deixo assim o meu ‘obrigado’, e a minha homenagem sentida.

Artigo na Wikipedia em Língua Portuguesa

Página pessoal de A. H. Oliveira Marques

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Citar Deus

25 Janeiro, 2007

“Muitos moralistas religiosos têm igualmente declarado com frequência que certas práticas são erradas porque contrárias à vontade de Deus. Devemos responder que Deus deveria ser citado com um pouco mais de cautela. Não é fácil estabelecermos qual a vontade de Deus e, falando Deus tão baixinho, é fácil confundirmos as Suas vontades com os nossos conceitos.”

Anthony Weston, “A Arte de Argumentar”, Gradiva, 1996.

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Armas Nucleares: Introdução

22 Janeiro, 2007

…And these atomic bombs which science burst upon the world that night were strange even to the men who used them.

H. G. Wells, The World Set Free, 1914

 

As armas nucleares são, sem sobra de dúvida, a mais destrutiva das tecnologias alguma vez concebidas pelo homem. O potencial destrutivo contido até no mais pequeno dos dispositivos nucleares é suficiente para causar danos significativos, tanto no plano imediato, como a longo prazo.

 

A necessidade é a mãe da invenção, afirmou Platão, na sua República. Nos nossos dias, o leitor pode cruzar diversas estradas europeias, e vislumbrar pelo percurso algumas das imponentes torres de arrefecimento, pertencentes a centrais de energia eléctrica, que usam reactores nucleares como fonte de calor. Mas, na verdade, os primeiros esforços para libertar o poder existente no átomo foram fruto do medo. Medo que os Estados Unidos nutriam relativamente aos esforços empreendidos pela Alemanha Nazi no sentido de desenvolver armas nucleares. Foi neste espírito de medo que se deu inicio ao desenvolvimento das primeiras armas nucleares da história, liderado por uma equipa multinacional, e que culminaria no bombardeamento atómico de Hiroshima e Nagasaki.

 

Desde o dia em que a fissão nuclear foi descoberta pela humanidade, em 1938, que surgiram várias promessas, que seriam repetidas pelos lábios dos lideres de vários Estados. Uma descoberta efectuada no seio de um mundo confuso, prestes a convergir num dos maiores conflitos armados da humanidade, que tornou possível a concretização de príncipios teóricos numa realidade aterradora, no dia 6 de Agosto de 1945, com o bombardeamento de Hiroshima, por parte dos Estados Unidos.

A União Soviética, emergente da II Guerra Mundial enquanto superpotência económica e militar, seguiu rapidamente na senda dos Estados Unidos, empreendendo esforços científicos e de espionagem, que culminariam no primeiro teste atómico soviético, em 1949.

A arma nuclear adquiriu um papel importante durante a Guerra Fria, com as duas superpotências a manipular o poder do átomo enquanto elemento dissuasor. Com o advento de tecnologia fiável de propulsão, surgiu a possibilidade de, quase sem aviso prévio, bombardear qualquer ponto no globo. Este facto deu origem à Teoria da Destruição Mútua, uma forma de Equilíbrio de Nash que colocava ambas as potências em xeque, obrigando-as a considerar extensivamente qualquer ataque nuclear e as suas implicações óbvias – retaliação massiva por parte do oponente, resultando em aniquilação nuclear.

 

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Dossier: Armas Nucleares

21 Janeiro, 2007

A nuclear weapon is a weapon which derives its destructive force from nuclear reactions of fission or fusion. As a result, even a nuclear weapon with a small yield is significantly more powerful than the largest conventional explosives, and a single weapon is capable of destroying an entire city.

Wikipedia: Nuclear Weapon

 

 

Inicia-se neste post o dossier sobre o armamento nuclear. Com o avanço dos ponteiros do famigerado Doomsday Clock até à alarmante posição dos 5 minutos para a meia noite, não existe ocasião mais propícia para iniciar o dossier sobre a tecnologia bélica mais destrutiva que alguma vez concebida pela humanidade.

Este dossier tem como objectivo principal disponibilizar uma fonte de informação sobre a vertente bélica da tecnologia nuclear, aos níveis técnico e histórico, assim como tecer algumas críticas ás medidas promulgadas por alguns governos, que desejam ignorar uma das mais dolorosas lições que a humanidade alguma vez aprendeu, em troca de poder e falsa segurança.

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5 Minutos para a Meia-Noite

20 Janeiro, 2007

 

Faltam cinco minutos para a meia-noite. 

 

Entrada na Wikipedia sobre o  Doomsday Clock

 

E os ponteiros voltam a aproximar-se da temida meia-noite…